{"id":590,"date":"2012-10-09T20:30:15","date_gmt":"2012-10-09T20:30:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sh118.global.temp.domains\/~igsgorg\/lusophonegoa\/?p=590"},"modified":"2012-12-30T12:01:45","modified_gmt":"2012-12-30T12:01:45","slug":"english-title-macau-olhada-de-goa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lusophonegoa.org\/pt\/2012\/10\/english-title-macau-olhada-de-goa\/","title":{"rendered":"Macau olhada de Goa"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-886\" title=\"LogoPF_Color\" src=\"https:\/\/lusophonegoa.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/LogoPF_Color2-300x147.jpg\" alt=\"\" width=\"144\" height=\"70\" srcset=\"https:\/\/lusophonegoa.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/LogoPF_Color2-300x147.jpg 300w, https:\/\/lusophonegoa.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/LogoPF_Color2.jpg 1022w\" sizes=\"auto, (max-width: 144px) 100vw, 144px\" \/><em><strong>O Di\u00e1rio de Macau &#8220;ponto final&#8221; escreve um artigo relatando as experi\u00eancias de\u00a0Rog\u00e9rio Miguel Puga em Goa e a rela\u00e7\u00e3o com Macau. Para Puga &#8220;A atitude \u2013 pol\u00edtica \u2013 de Macau e da China perante a lusofonia, nem que seja apenas do ponto de vista estrat\u00e9gico e econ\u00f3mico, \u00e9 bem diferente e menos ressentida que a goesa, onde, como \u00e9 f\u00e1cil de entender, ainda se fazem subsistir muitos fantasmas (p\u00f3s-)coloniais.&#8221;<\/strong><\/em><!--more--><\/p>\n<p>Rog\u00e9rio Miguel Puga est\u00e1 na \u00cdndia, onde apresentou um conjunto de palestras, entre elas &#8220;Is There a Lusophone Macau?&#8221;, na Universidade de Goa,\u00a0erguida em Pangim. Agora, aproveita o tempo que lhe resta numa cidade em que, diz, subsistem fantasmas p\u00f3s-coloniais.<\/p>\n<p><em>Pedro Galinha<\/em><\/p>\n<p>Partiu para a \u00cdndia com trabalho marcado, mas n\u00e3o resistiu a prolongar a sua estadia com o objectivo de conhecer Goa e &#8220;estud\u00e1-la n\u00e3o textualizada ou narrada&#8221;. Do que j\u00e1 viu, o acad\u00e9mico portugu\u00eas Rog\u00e9rio Miguel Puga consegue estabelecer &#8220;pontos de contacto&#8221; com Macau e, tamb\u00e9m por isso, desafiou uma plateia que o escutou na Universidade de Goa a fazer o mesmo.<\/p>\n<p>As respostas, explica, foram surgindo, concentrando-se &#8220;no que diz respeito ao uso e valor da l\u00edngua e da cultura portuguesa, quer pela popula\u00e7\u00e3o, quer pelo discurso pol\u00edtico&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 sobre a RAEM, &#8220;o p\u00fablico ficou surpreendido com a realidade da Macau contempor\u00e2nea e com a atitude que o territ\u00f3rio e a China t\u00eam perante a lusofonia, enquanto mercado econ\u00f3mico&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Alguns dos presentes confessaram que ir\u00e3o passar a olhar para Macau como poss\u00edvel destino de trabalho, no que diz respeito ao ensino da l\u00edngua portuguesa&#8221;, revela o professor da Universidade Nova de Lisboa (UNL).<\/p>\n<p>Apesar de, um pouco por todo o mundo, os casinos serem a marca do territ\u00f3rio, na \u00cdndia, concretamente em Goa, persiste &#8220;uma imagem romantizada de um espa\u00e7o lus\u00f3fono, onde Cam\u00f5es tamb\u00e9m residiu&#8221; e a ideia de &#8220;um entreposto comercial envolto das riquezas da China e do Extremo Oriente&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas das antigas moradias portuguesas ainda cont\u00eam ex\u00f3tica e valiosa porcelana chinesa, inclusive do s\u00e9culo XVI, a que os goeses chamam \u2018Macau Plates\u2019 [loi\u00e7a de Macau], o que \u00e9 interessante, pois a Macau lus\u00f3fona era e \u00e9 tida como o local de origem dessa porcelana, funcionando, portanto, como meton\u00edmia para a China&#8221;, mostra Rog\u00e9rio Miguel Puga que, em Goa, v\u00ea tamb\u00e9m detalhes da Macau do s\u00e9culo XIX &#8220;plasmada por George Chinnery&#8221; e &#8220;at\u00e9 janelas com l\u00e2minas de casca de ostra&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Fantasmas p\u00f3s-coloniais<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A atitude \u2013 pol\u00edtica \u2013 de Macau e da China perante a lusofonia, nem que seja apenas do ponto de vista estrat\u00e9gico e econ\u00f3mico, \u00e9 bem diferente e menos ressentida que a goesa, onde, como \u00e9 f\u00e1cil de entender, ainda se fazem subsistir muitos fantasmas (p\u00f3s-)coloniais&#8221;. \u00c9 desta forma que o acad\u00e9mico da UNL sintetiza aquilo que vai sentindo a cada passo que d\u00e1, pela primeira vez, nos territ\u00f3rios da antiga \u00cdndia Portuguesa.<\/p>\n<p>No que respeita \u00e0s gentes que ali vivem, Rog\u00e9rio Miguel Puga n\u00e3o hesita tamb\u00e9m em dizer que a comunidade luso-descendente &#8220;\u00e9 marcada por ansiedades e necessidades espec\u00edficas em torno da defini\u00e7\u00e3o da sua identidade luso-asi\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;No fundo, \u00e9 um passado que se reflecte no presente e que deveria ser rentabilizado no futuro sem fantasmas traum\u00e1ticos (p\u00f3s-)coloniais por todos os espa\u00e7os lus\u00f3fonos&#8221;, remata.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com Macau, o professor universit\u00e1rio real\u00e7a a quantidade de patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico de cariz portugu\u00eas: &#8220;Em Goa, estamos sempre rodeados de moradias, fortes e igrejas solit\u00e1rias que nos recordam a presen\u00e7a portuguesa. Nas Fontainhas, h\u00e1 ainda a m\u00fasica, a culin\u00e1ria lus\u00f3fona, a l\u00edngua portuguesa e os nomes de ruas como, por exemplo, Travessa do Magri\u00e7o.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Di\u00e1rio de Macau &#8220;ponto final&#8221; escreve um artigo relatando as experi\u00eancias de\u00a0Rog\u00e9rio Miguel Puga em Goa e a rela\u00e7\u00e3o com Macau. 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