
Milton Santos
No dia 3 de maio, foi comemorado o centenário de nascimento do geógrafo brasileiro Milton Santos, um dos principais nomes da geografia mundial e da globalização solidária, que nasceu no estado da Bahia (Brasil) e faleceu em 2001.
Milton Santos doutorou-se na Universidade de Estrasburgo (França) e especializou-se particularmente na área socioeconómica, onde defendeu a ideia de uma globalização baseada na solidariedade e fundamentada em valores diferentes dos do mundo hegemónico.
Milton Santos complementou assim a Teoria do Heartland do famoso geógrafo britânico Halford Mackinder que, há mais de um século, desenvolveu uma das teorias geopolíticas mais influentes da história, na qual propunha que o controlo da Eurásia — o “coração” do poder mundial — era a chave para a dominação global. Milton defendeu, porém, a ideia de uma globalização baseada na solidariedade e fundamentada em valores diferentes dos do mundo hegemónico. Nos seus aspetos económicos, ele analisou o papel das empresas na internacionalização do capital, os fluxos financeiros e as suas implicações para a cultura local. Teorizou e criticou aspetos do mundo contemporâneo. Suas ideias continuam sendo referência para análises socioeconómicas do mundo e, particularmente, do Sul global. Ler mais →





Anish Esteves sediado em Mumbai, India, escreve neste artigo, exclusivo para a Sociedade Lusófona de Goa e em língua inglesa, sobre alguns aspetos importantes da crise em Bangladesh e dos reflexos para a Índia por exemplo na indústria têxtil. Além disso, a turbulência política no Bangladesh levanta importantes preocupações de segurança para a Índia, explica Anish Esteves, ou ainda que tem reflexos económicos já que Bangladesh é o maior parceiro da Índia no subcontinente. E conclui afirmando que as infraestruturas e a conectividade são também fundamentais para as relações entre a Índia e o Bangladesh e que os próximos meses serão cruciais para moldar o futuro das relações Índia-Bangladesh. Leia o artigo na íntegra em inglês. 





As relações entre a Ásia e a África são seculares, sendo atualmente a Índia e a China os principais polos dessas relações na Ásia.






































O Centro Cultural Brasileiro em Goa (BCCG), em colaboração com a Sociedade Lusófona de Goa (LSG) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) / Ministério da Cultura do Brasil, vai organizar sessões de mostra de cinema brasileiro contemporâneo no Norte e Sul de Goa. Os filmes são em português com legendas em inglês. Entrada livre.

























A empresa indiana Primus Agri Projects Private Limited está a investir 3 milhões de dólares na província de Nampula, para a produção de feijão-da-china e sementes de sésamo e o grupo indiano Jindal Steel Power Limited, pretende investir, ao norte do distrito de Changara, em Tete, 180 milhões de dólares na produção de carvão. Por outro lado BPRL Ventures Mozambique B.V. e a Videocon Mozambique Rovuma Ltd., ambas da Índia, fazem parte do Grupo Anadarko Moçambique Area 1 no setor de exploração de gás natural na província de Cabo Delgado. 

A LSG – Lusophone Society of Goa solicitou ao Dr. Luís Filipe Castro Mendes, embaixador de Portugal na Índia entre 2007 e 2010 e presentemente Embaixador Representante Permanente de Portugal junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo, uma mensagem para o site da LSG que incluisse a sua experiência na Índia e aquilo que lhe marcou pessoalmente na Índia.
Num interessante artigo publicado no jornal diário Goês Herald, o advogado goês Radharao F. Gracias discute em que circunstâncias os goeses podem ser considerados cidadãos indianos ou portugueses.
O segundo maior exportador de minérios de Goa, o Grupo Sociedade de Fomento Industrial Pvt Ltd, está-se a preparar para investir no setor de mineração no Brasil e em Moçambique. Segundo o diário indiano Times of India, estes projetos de investimento fora de Índia resultam da atual incerteza de operações de mineração em Goa. O Grupo prevê que as operações no Brasil e em Moçambique se iniciem dentro de dois anos, segundo declarações de Audhut Timblo, diretor do Grupo ao diário. No último ano fiscal o Grupo exportou 7 milhões de toneladas de minério de ferro de Goa de um total de 38 milhões de toneladas que foram exportadas de Goa. Por outro lado o Grupo prepara-se também para instalar uma fábrica de aço na zona franca de Kizarf no Golfo Pérsico com um investimento de 300 milhões de dólares. 







O Diário de Macau “ponto final” escreve um artigo relatando as experiências de Rogério Miguel Puga em Goa e a relação com Macau. Para Puga “A atitude – política – de Macau e da China perante a lusofonia, nem que seja apenas do ponto de vista estratégico e económico, é bem diferente e menos ressentida que a goesa, onde, como é fácil de entender, ainda se fazem subsistir muitos fantasmas (pós-)coloniais.” 


